Condenado a cinco anos de reclusão pela Justiça Militar, um padre revê sua vida numa cadeia da fronteira gaúcha à espera, como diz um primo, de dois alvarás de soltura: um de Brasília, já que apelou da sua condenação, e outro de Roma, pois acaba de pedir dispensa dos seus votor religiosos. Apesar de escrito em primeira pessoa e baseado em alguns fatos reais, este é um livro de ficção. Mesmo os nomes reais de alguns companheiros de prisão, ressalta o autor, não coincidem necessariamente com os fatos que lhes são atribuidos. Eles incontrolavelmente se impuseram, confessa, como fraterna memória de um tempo sombrio.