"O horizonte é um lugar onde a gente nunca põe os pés. Quando se chega perto, ele muda para adiante. O horizonte só pode ser visto e sempre de longe. Desço com cuidado do teco-teco, degrau por degrau: o último piso é Belo Horizonte. Nele vou poder pôr os pés, porque é o fim do mundo"
A Generosa deste livro é substantivo próprio. Assim como a personagem, Beatriz de Almeida Magalhães é nossa Sherazade afetiva, que fabula o passado, dá sopro de vida a imagens que pareciam perdidas, congeladas no tempo, e até reconstrói cidades, só para nos levar junto por seus logradouros emocionais. E enquanto nos deixamos guiar por esta coleção de histórias de puro prazer estético, temos uma só certeza: enfim, encontramos nossa narradora.