Mas algo o prendia. Fazia com que ficasse na expectativa de pegar um peixe bom. Um peixe para vender no comércio e, com o dinheiro, comer desesperadamente algo. Precisava matar sua infinita fome.... O sol parecia estar satisfeito com o brilho e a luz, superando a lua e as estrelas que desapareciam na luminosidade da manhã. As irradiações para a água tornavam o ambiente mais quente, mas não tanto, a ponto de não judiar as pernas do pescador aflito. Este nem reparava no calor do sol ou na beleza do mar. Seus olhos, sua mente, seus reflexos parcos estavam voltados para a conquista de um peixe. Um peixe bom. Talvez como o de O velho e o mar. Um peixe que lhe traria novamente o amor-próprio.