É com muita alegria que a Coleção X reedita este lindo livro de Rosa Dias. As paixões tristes. Lupicínio e a dor-de-cotovelo é um grande livro, em primeiro lugar, por sua miudeza. É um livro extremamente delicado, miúdo no sentido que Luiz Antonio Simas retira dos ensinamentos do Caboclo Pedra Preta e dos Boiadeiros é a pedrinha miudinha de Aruanda que se opões aos grandes lajedos da metafísica, da hermenêutica ou de qualquer sistematização. Se Rosa, caçadora de pequenos encantos, retira suas pérolas de cada música do disco de Lupicínio, sua oferta generosa a nós, leitores, só poderia ser na forma de outro entremeamento de pequenas lindezas, também pequenino, singular e brilhante, como essa joia em forma de livro que aqui publicamos. Não se trata aqui, de modo algum, de categorizar a musicalidade e a lírica de Lupicínio. Ao contrário, Rosa procede uma espécie de invocação, chamando Lupicínio a falar conosco. O procedimento de Rosa, com o qual muitos filósofos e estetas deveriam apr