A partir do século XX, gêneros populares e menores, como a ficção científica, as distopias e as histórias em quadrinhos, passaram a ser utilizados por grupos minoritários para questionar o cânone literário. Esse uso crítico e muitas vezes político dos gêneros discursivos, quando esbarra nas relações de gênero sexual especialmente na relação romântica entre homens e mulheres apresenta tensionamentos que atestam o quanto as histórias de amor contribuíram, por vezes, para perpetuar a dominação e a opressão sobre as mulheres, ao reforçarem condutas sociais rígidas e conservadoras. No entanto, ainda que sejam amplamente consumidos e suscitem debates pertinentes à atualidade das relações de gênero, esses produtos, principalmente as revistas em quadrinhos românticas, continuam ainda pouco estudados. Atentando para tal lacuna, o autor busca compreender como o elemento romântico é articulado dentro de O Idílio, revista em quadrinhos dirigida a moças e rapazes, publicada no Brasil a parti