Cigarros e cervejas e logo era meio dia. O bar, pouco a pouco, tomou forma. Um sábado de verão é sempre uma boa pedida para arranjar algo em um lugar público. Grupos de mulheres, de amigos e casais se acomodavam nas mesas. Eliza. Merda! Tomei um trago dos bons para esquecer aquela maldita deliciosa. Ligar para Fernanda seria uma solução para os meus tormentos. Levantei e paguei a conta. Não resisti aos meus impulsos e fui visitar Eliza. Cheguei de surpresa. Ela estava de pijama. Foi receptiva dessa vez. Entrei em sua casa. Apreciar a quem se ama é como admirar a paisagem à beira de um penhasco e depois cometer suicídio se jogando sobre as pedras. Nunca entendi como os ratos caíam nas armadilhas. Admirando Eliza, tudo fazia sentido. Devagar, degustei aquele momento. Abracei-a. Eliza entendeu o ritmo. A beijei, não havia escovado os dentes, mas não era isso que eu buscava. Grudaria em seu corpo, mesmo se estivesse toda cagada. Me joguei na ratoeira e no penhasco. Era uma pequena sati