Como poeta, expando meu mundo aos animais e às plantas, às ervas e às grandes árvores do meu pomar e às da pradaria, imponentes, que compõem o meu cenário ideal, que quero dividir com os que amo, e agora esta ninfa morena e cosmopolita, que me acompanha nesta exata galopada. Só pararemos quando ela, exausta, pedir, gritando Para, Alma, e retira-me daqui, para os teus braços, faz comigo como fazes com tua Aline! Eu te cairei por cima, quero beijar-te, toma-me, amazona loira, ou me atirarei desta sela e terás de carregar-me nos teus braços!. Paramos afinal, e poucas destas palavras imaginárias não se encontravam nos olhos negros de Laís. Eu fiz o que me pediam, apeei primeiro, segurei sua cintura sobre a sela, e fi-la inclinar-se sobre mim, como fazia com Aline, sem jamais poder aguentar o peso de outra mulher, e fazê-la cair sobre mim, que amorteci também a sua queda, em risos e gargalhadas. Sou incorrigível, mas não me levo tão a sério como pareço. Sou frágil, e sou engraçada. Tenh