Ao dedicar este livro a Walt Whitman, pai da poesia moderna norte-americana, Allen Ginsberg não buscava apenas homenageá-lo; ele desejava também traçar um paralelo entre as diferentes visões da América que ambos imortalizaram em suas obras. Enquanto seu predecessor profetizava um país livre, esperançoso e democrático, Ginsberg enxergava à sua frente uma nação embrutecida, coberta pelos farrapos do que um dia foi o sonho americano.