O livro
A Inquietude Selvagem: estudos de etnologia e história indígena
lança um novo olhar sobre um debate ainda não resolvido nos diálogos entre Antropologia e História. Se, em etnologia, parece aceitável que as transformações estruturais e simbólicas não tenham sentido único nem direção privilegiada de mudança, é preciso aceitar que, também na história, o tempo pode desdobrar-se em inúmeros futuros possíveis. Como metáforas de um palíndromo e como uma trama de tempos que abrangem múltiplas possibilidades, o autor investiga temas da etnologia e da história indígena. No seu percurso, questões iniciais sobre mitologia e rituais de um povo Tupi amazônico se estendem para temas relativos à história dos contatos de povos Jê no Brasil Central. Nesse trajeto, acumulam-se problemas que, apesar de espinhosos, o autor manobra com perspicácia, cuidado e linguagem dinâmica. Com um olhar inovador, propõe ferramentas para pensar as relações entre