SERTAO DAGUA

SERTAO DAGUA
isbn13
R$ 38,00

o trabalho de foguista do Purus conheceu a linha toda, cada trapiche, cada ponto de lenha. Gostava do serviço no calor da caldeira, de andar pelo convés, dos ajudantes, de falar com os caboclos daqueles pontos mais escondidos. Gente que lidava com a juta, talhando seringa ou tirando lenha. Na sua primeira viagem encontrou no trapiche de Óbidos um guarda-livros que tinha vindo de muito longe e ficava olhando o rio e dizendo: – É um sertão d’água esse lugar... Sabá gostou tanto daquele modo dele falar: “sertão d’água”... “sertão d’água”... Foi também nessa primeira viagem que conheceu Maria Pipira exibindo os seios fartos num vestido de gorgorão azul moqueando a piramutaba e servindo aos passageiros e ao comandante Fontenele, enquanto o Purus aguardava a estiva. Ofereceu de longe a cuia, chamando. Ele foi, ela gostou, chamou pros fundos. Na rede se tiveram a primeira vez, daquele dia em diante virou rabicho. Na baía de Aramanaí, a vez primeira que viu os tapuios em muitas montarias lad