Um encontro marcado com as raízes do nosso imaginário ocidental. Ler este segudo volume de Sagas de Heróis e Cavaleiros é, antes de mais nada, descobrir uma mitologia refinada, dotada de uma riqueza simbólica surpreendentemente atual. Esqueça tudo o que você ouviu falar sobre a Idade Média. Época do medo, das trevas e da ignorância. Durante séculos todos nós fomos levados a acreditar nessas histórias para amantes dos holofotes do esclarecimento. Mas a verdade é um pouco diferente. A Idade Média não foi um tempo morto, prensado entre o esplendor da cultura grecoromana e a engenhosidade da renascença. Na realidade, ela foi um momento de riqueza criativa e de fascinante complexidade cultural. Uma complexidade que teve de esperar um bom tempo até encontrar mãos que soubessem descosturá-la. Mãos de historiadores, como as de Georges Duby, ou mesmo de estudiosos das artes, como as de Umberto Eco. Mas ouvidos também, como os das milhões de pessoas hoje seduzidas pelo canto gregoriano e pelas r