Hildebrando Pereira nos oferece um verdadeiro romance policial. A passarela da cabeça se passa em Canoas, cidade-irmã de Porto Alegre, a partir de um fato real acontecido no dia 2 de fevereiro de 1976.
Passados quase cinquenta anos, o escritor deixa com seus personagens, a tarefa de elucidar o crime. E o faz recriando com cuidado Canoas e também Porto Alegre à época em que o assassinato foi cometido, numa ambientação perfeita dos personagens e da ação vertiginosa. Impossível tirar os olhos do texto, escrito com economia de palavras, mas capaz de revelar os mínimos detalhes.Leia um trecho:No meio da passarela, em um dos ferros de sustentação, encontra-se, caprichosamente pendurada, uma cabeça humana. Um pouco inclinada para baixo, com uma vasta cabeleira preta desalinhada e a tez morena clara, espreita a todos que por ali passam. As pálpebras, recobrindo parte dos olhos negros, denotam que aceita complacente o seu destino. O sangue coagulado na base e nas melenas denuncia que a deca